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DIONISÍACAS, o blog do Dom Dionisio Neto - UOL Blog

DIONISÍACAS, o blog do Dom Dionisio Neto


19/08/2011


PALESTRA: LITERATURA DRAMÁTICA

PALESTRA: LITERATURA DRAMÁTICA

Dionísio Neto

Palestra sobre literatura dramática com Dionísio Neto, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira.


vagas limitadas e gratuitas

inscreva-se: (11) 3060 3636 ou na Escola São Paulo

3 de setembro (sábado)

10h às 12h

1 palestra | 2 horas


Curso : Teórico

Nível: Básico


O material de apoio das aulas será enviado por email pela Secretaria Escolar para um melhor aproveitamento do curso. A impressão é opcional, salvo a solicitação do professor.


A Escola São Paulo poderá alterar datas e horários ou cancelar os cursos, de acordo com o número de interessados. Em caso de imprevisto com o professor, poderá haver substituição, a critério da Escola São Paulo, sem alteração do programa.

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 13h37
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minha palestra na ESCOLA SÃO PAULO

rramentas

Professor:


Dionísio Neto
Dionísio Neto

Dramaturgo e Ator. Estudou Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH/USP) e sua formação teatral deu-se no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), dirigido por Antunes Filho, onde passou três anos. Depois, trabalhou em peças de José Celso Martinez Corrêa, Gerald Thomas e Bia Lessa, entre outros diretores. Escreveu várias peças, sendo que a mais conhecida é "Perpétua". É diretor artístico da Companhia Satélite, desde 1996. Renovou a dramaturgia brasileira nos anos 90 sendo comparado a Nelson Rodrigues, Sam Shepard e Mark Ravenhill. Como ator ganhou excelentes críticas por seus trabalhos no teatro, cinema e tv. Atua na novela global Dinossauros e robôs.

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 13h37
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24/06/2011


minhas cenas na novela MORDE E ASSOPRA - TV GLOBO

minhas cenas estão aqui, clique e veja - http://mordeeassopra.globo.com/personagem/aquiles.html

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 20h36
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eu na novela morde e assopra

desisted22/06/11 às 17h03 - Atualizado em 22/06/11 às 20h33

Naomi consulta Aquiles para saber o que teria direito se separasse de Ícaro (Foto: Morde & Assopra / TV Globo)Naomi consulta Aquiles para saber seus direitos em caso de separação (Foto: Morde & Assopra / TV Globo)

Desesperada com a ameaça de Salomé (Jandira Martini), que quer a casa de Ícaro (Mateus Solano) a qualquer custo, Naomi (Flávia Alessandra) decide procurar um advogado para saber o que conseguiria ganhar se pedisse divórcio.

Frente a frente com Aquiles (Dionisio Neto), pergunta abertamente se conseguiria passar a casa para seu nome, caso pedisse a separação. Mas a resposta é bem mais dura do que ela imaginava e o advogado deixa claro que tudo dependeria da boa vontade de Ícaro.

“A senhora desapareceu! Nenhum juiz vai lhe dar ganho de causa. Será processada por abandono de lar e perderá. Dificilmente terá direito ao dinheiro de seu marido, depois de desaparecer por tanto tempo. A não ser que tenha algum motivo sólido, independente de sua vontade, para ter desaparecido. Tem?”

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 20h35
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23/06/2011


eu e o teatro, eu e o cinema, eu e a tv

Eu lembro muito bem de um teste vocacional no Colégio Stella Maris em 1982, quando eu tinha 9 anos em que perguntavam o que nós, crianças,queríamos ser. Eu fiz o desenho de um ator. Na época eu estava já enebriado com as aulas em que fazíamos teatro. Já na ocasião eu escrevia, produzia, dirigia e atuava nas minhas peças, chamava os colegas, mobilizava a escola toda. Era natural em mim. Paralelamente eu assistia as novelas da Tv Globo, aos seriados, nasci em frente a um cinema em São Luís do Maranhão, onde só havia 3... Mas a tv e o cinema sempre pareceram muito distantes para mim. O que estava ao meu alcance era o teatro. Com um banquinho e um violão se faz uma peça, já tv e cinema não... Como sempre morei em São Paulo, por questões econômicas, eu fui trabalhar com o Antunes, se fosse no Rio eu iria para o Tablado e imediatamente eu entraria para a tv. Na verdade os três veículos sempre caminharam juntos comigo. Também aos 19 eu já fazia curtas, vídeos institucionais e não sei como fui parar em uma oficina de atores da Tv Globo, junto com o recém vindo da Fundação das Artes Fábio Assunção. Mas nossos caminhos naquela época, eram outros. A vida me levou para o teatro, para fazer peças com Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa, Gerald Thomas e depois as minhas mesmo, visto que eu tinha a necessidade de fazer personagens que estes diretores não tinham para mim na época. E foi no teatro que eu fiz a minha morada, o meu respiro, o meu mundo e minha salvação espiritual, econômica, artística... Não havia cinema no Brasil na época, havia um vácuo. Aos 30 fui fazer Carandiru do Hector Babenco, depois de ter causado rebuliço no teatro brasileiro, muito pela Folha de S Paulo, que me dava capas e capas. E logo em seguida a Tv Globo me chamou para testes de protagonista de novela... Eu fiz uns 4 e sempre ficava preterido pelo ator de olhos azuis, anos depois fiquei sabendo que era porque ficava mais colorido na tela. Só fui estrear na tv anos depois, já quase aos 40 anos em A Favorita, numa pequena e intensa participação, depois de uma também pequena participação na minissérie Carandiru - outras histórias. E mais uma vez fui parar na tv graças ao teatro, graças a minha atuação na peça SEIOS de Walcyr Carrasco que me convidou para a novela Morde e Assopra. Aí, de fato eu entrei na tv, na indústria, e percebi exatamente a função de um ator na tv. Eu não estava preparado jamais para fazer um protagonista, eu não teria a disciplina necessária do operário padrão, precisava viver minha veia punk, rebelde, de enfant terrible que eu sempre fui, sempre vivi até a exaustão. Hoje estou mesmo interessado em fazer um grande papel na tv, já que entendi esse veículo, que é totalmente diferente do teatro e do cinema, apesar de terem a mesma investigação. Mas em novelas são muitos diretores, quase não há direção de ator, aprofundamento, porque não há tempo, são muitas cenas por dia, é um veículo de massa e de entretenimento basicamente. A profundidade quem me deu foi o teatro. Acredito que tudo se completa e ao contrário de quem diz que tv é banal, é preciso ser muito bom ator e ter uma habilidade muito específica e sagaz de se trabalhar ali. Às vezes são 12 horas de trabalho madrugada adentro. E tem a popularidade que a tv dá e que o teatro jamais daria. Um capítulo de novela é visto por 40 milhões de pessoas, uma peça de sucesso chega a quanto? Contudo eu estou ainda certo que meus melhores papéis na tv e no cinema estão por vir nos próximos anos, e estou maduro e curioso para transformá-los em sucessos memoráveis. Devo tudo ao teatro, mas no teatro eu já vivi quase tudo, de fracassos a sucessos, até ser dono de um pequeno teatro fui. Minhas energias agora estão focadas na busca de papéis no cinema e na tv com a grandeza que desempenhei no teatro, e brindar o público com a catarse que o teatro me ensinou. Estou praticamente começando de novo, como uma  Phoenix, me reinventando, para voar mais alto, sem jamais derreter minhas asas, é claro, porque quero ir muito longe, além mar.

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 11h37
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05/06/2011


entrevista recente para uma aluna de teatro de Ivan Feijó

Me surpreendi com o tanto de informação que encontrei sobre você atualmente, e o quanto
de informação tem de sobre como começou. Pode contar um pouco sobre como era a sua vida
antes de 1992, com o grupo “Razões Inversas”?

Antes de 1992 eu fazia workshops e assistia teatro, estava começando a me encantar com o que via, principalmente com as peças do Antunes Filho, do Gerald Thomas e dos grandes atores como Antonio Fagundes, Fernanda Montenegro, Fernanda Torres. Eu ia muito ao teatro. Fiz cursos com Gabriel Vilella, Carlos Alberto Sofredini, e com o Marcio Aurélio fiz um teste e entrei na companhia dele para fazer Ricardo II, do Shakespeare. Foi aí que começou minha amizade com o ator Leonardo Medeiros que viria a dirigir algumas peças minhas depois, como Perpétua. Também fiz parte de um grupo dirigido or Marinho Piacentini, que viajou a américa latina desde o Paraguai até o México fazendo um espetáculo de teatro-dança - Comala. Era mágico, guardo lembranças fabulosas.

Você fez grandes peças, com grandes nomes do teatro brasileiro; filmes importantes e ainda
participou de novelas. Em uma entrevista para “O Estado do Maranhão”, você comentou sobre
uma conversa com Walter Salles, em que discutiam sobre o fato do brasileiro assistir mais
novela do que o cinema e o teatro. Isso te aborrece de algum modo? Por quê?

De jeito nenhum, é uma questão econômica, todo brasileiro tem uma telvisão e é grátis e as novelas acabam por ser o entretenimento da maioria, é fato. Eu sempre adorei novelas e agora estou fazendo a minha terceira - Morde e assopra, na Rede Globo. Estou aprendendo muito, principalmente com Cássia Kiss que me ensinou a falar baixinho e devagar. O papo com o Walter Salles foi um dia em que ele me ligou para fazer a locução do trailer do Linha de Passe e ficamos horas conversando. Eu disse que estava indo fazer uma novela - A Favorita - e ele me perguntou por que. Eu disse que é porque o brasileiro assiste tv, é o grande mercado, é negável. Na verdade eu acho que é importante fazer todos os veículos, procurar grandes papéis, fazer escolhas certas, porque a carreira de um ator se faz muito pelas escolhas dos personagens que ele quer ou pode fazer. Teatro e cinema no Brasil são para uma minoria, hoje a cultura está nas mãos dos diretores de marketing das grandes empresas que patrocinam cultura e do governo que faz os editais de dinheiro público, e aí a gente fica a mercê dos jurados que podem ir ou não com a nossa cara. Devo dizer que tenho sorte, mas odeio política, apesar de ser inerente a todos ter que fazer, é do ser humano. Mas eu me considero um péssimo político, prefiro minha solidão, odeio mesquinharias e picuinhas, mas como fugir delas?

Em julho de 2010, teve o “Festival da Companhia Satélite – 15 anos de teatro”. O
jornal “Cruzeiro do Sul” publicou uma matéria dizendo: “Dionísio Neto não quer mais
saber de escrever: ‘Já falei tudo o que tinha para falar’". Já que a sociedade está
em constante mudança, e continuamos vendo tanta coisa errada, você não acha que seria
interessante escrever sobre isso? Concordo que, a maioria dessas mudanças são somente
superficiais, e que na verdade a base dos problemas continua a mesma. Mesmo assim, isso
não seria um uma espécie de inspiração para novos textos?

Eu já escrevi muitos textos para teatro, uns 15, atualmente estou mais interessado em usar minha energia para publicá-los, fazer um livro da Companhia Satélite e não em novas produções, apesar que é natural em mim pensar em peças o tempo todo. Mas quero me dedicar a outras mídias, como o cinema, a literatura. Há que se fazer bom uso do tempo. Estou usando meu tempo para produzir e ensaiar otexto que Walcyr Carrasco escreveu para mim - DESAMOR. Ele me ligou agradecendo porque eu o tornei um autor melhor, eu o inspirei como ator a escrever um lindo texto para teatro e com esta montagem quero e vou realizar um sonho antigo - viajar pelas capitais brasileiras com teatro. Não há nenhum prazer que se compare a viajar com um espetáculo de teatro, é mítico! Mas no futuro quem sabe, eu volte a escrever para teatro, é inevitável.

Para a Companhia Satélite, você escreveu 10 peças, sendo 3 inéditas e 1 publicada em livro
pela Handam Editora, na Coleção Teatro Brasileiro. Qual é a expressão da Companhia?

A Companhia é plural, faz de textos contemporâneos a clássicos (Kafka, Lorca), é uma companhia de teatro pop, que se utiliza das influências de outras artes para estabelecer o diálogo com o teatro, nós tivemos uma sede por 3 anos que teve seu início, seu auge e agora fechará as portas. Estou muito feliz com isso, é insano manter um espaço cultural no Brasil, infelizmente, mas assim é.

Atualmente, está gravando a novela “morde e Assopra”. O que pretende fazer no futuro? Se
um dia fosse para escolher outra profissão, escolheria o que?

Quero fazer na tv e no cinema personagens tão importantes quanto os que eu fiz no teatro, pois eu ainda sou um bebê nestas outras linguagens. Apesar de ter trabalhado em grandes produções como Carandiru, ainda me sinto sub-utilizado nestes meios. Mas não há regras, assim é. Batalho todos os dias por grandes papéis, é uma guerra e tem o fator sorte também, sei que um dia vou conseguir fazer um grande filme e um grande papel, com uma grande interpretação, aí ninguém me segura... Se eu não fosse ator, autor e diretor eu trabalharia com moda, porque tenho uma paixão inexplicável por moda, tenho amigos que são grandes  no Brasil como Reinaldo Lourenço e Paulo Borges, que me ensinaram, a desenvolver essa paixão.

Pelo o que percebi, você escreveu peças com sentimentos muito fortes. Que provocava e
impressionava a plateia. Chegou a ser considerado precursor da retomada da dramaturgia
brasileira pós Nelson Rodrigues. Suas obras tem alguma ligação com sua vida pessoal?

Totalmente, vida e arte absolutamente misturadas. No começo da minha carreira eu era mais visceral e verborrágico, quase como que um punk rock, agora estou ficando mais erudito, interessado em aprimorar a minha técnica em todos os sentidos. É a maturidade. Gosto de envelhecer, sem perder o frescor da juventude, é claro.

Depois de 1992, atuando em Ricardo II, você entrou para o CPT, onde se formou como ator e
dramaturgo, em 1995. Como foi trabalhar com Antunes Filho? O que era comentado sobre o
teatro brasileiro naquela época? Como vocês (atores) eram vistos?

Antunes foi meu grande mestre, fiquei 3 ans trabalhando e convivendo com ele, nos falamos até hoje. Ele me ensinou a olhar para o ser humano antes do artista, para a maravilha e o milagre da vida, e depois para a cultura, mas nunca para o mercado, acho que aí está uma falaha dele, é preciso formar atores que tenham a consiência do mercado e o CPT é uma bolha, uma bolha maravilhosa, mas uma bolha. Também tenho como referências o José Celso e o Gerald Thomas, que me ensinaram, cada um a seu modo, a ver a vida e a arte sob diferentes prismas até que eu encontrasse minha voz própria, que é pop, absolutamente pop.

Vi na internet comentários de 2003, em que você dizia que o seu sonho era que suas peças
virassem filmes, e que isso já estava acontecendo com “Perpétua”. Como vai esse sonho?

Finalmente encontrei um diretor para PERPÉTUA - José Eduardo Belmonte. Ganhamos dois editais públicos para fazer o filme - um de roteiro e outro de produção. Aconteceram algumas maracutaias em Brasília que prenderam a verba, mas uma hora o filme sai. Perpétua veio do cinema, foi inspirado nele, nada mais natural que volte a ele. Demora muito, mas assim é. O sonho ainda me move, sempre, senão não teria graça nenhuma. É preciso poesia para se viver.

Em “Cameleões Dourados do Paraíso”, história que se passa em uma tarde de verão intensa,

a bandeirante Pirilena vai ao apartamento de seu vizinho, o traficante de peles, Ramires, para

fazer um trabalho escolar. No meio da tarde são surpreendidos pela invasão domiciliar do

ecologista radical, Colombo. Você fez a encenação dessa peça? Se não, pretende fazer?

Eu não consigo montar essa peça, há algum mistério nisso. Eu me inspirei em Blated de Sara Kane para escrevê-la, foi uma época em que eu estava e ainda estou apaixonado pela dramaturgia inglesa contemporânea - cheguei até a fazer um workshop com mestres do Royal Court Theatre de Londres, um teatro de novos autores, centrado na dramaturgia. Aprendi muito lá. Não pretendo montar essa peça, mas se alguém quiser eu vendo os direitos.

Lorca era um grande dramaturgo. Considerado o maior autor espanhol desde Miguel de
Cervantes. Escreveu poemas e peças maravilhosas. Como foi pra você traduzir e dirigir a peça
“A Casa de Bernarda Alba”? Pretende fazer o mesmo com outras peças dele?

Não pretendo fazer outra peça dele não. A casa de Bernarda Alba foi uma experiência divina, porque eu queria fazer um espetáculo absolutamente artesanal, sem eletricidade nenhuma, a luz de velas, com música vivo tocada pelas próprias atrizes, uma experiência surrealista. Consegui. A montagem foi muito bem sucedida, fizemos em uma casa e depois na FLIP de Paraty, onde paramos a cidade. Foi uma experiência mágica que só o teatro porporciona e o elenco era perfeito e tive a assistência de Sergio Penna, o mestre dos magos da preparação de atores no Brasil. Ele soltou os duendes do Lorca e as atrizes eram fantásticas, eu entrava em cena as vezes como o Pepe Romano-minotauro que é uma figura recorrente em minhas montagens. Sou apaixinado por Lorca, ele foi um grande poeta que morreu tragicamente por ser homossexual em uma época de ditadura, assim como Oscar Wilde. Visionários pagam o preço cara de serem cristos da humanidade, fazer o que?

Mesmo depois de quase 20 anos de profissão, você não era muito conhecido, e como
comentou em um site: “...para eles antes eu era algum coitado, que estava tentando ser
ator...”. Qual é o conselho que você da para os que querem seguir essa carreira?

Como diz Fernanda Montenegro - desista!

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 13h38
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19/04/2011


São Paulo, domingo, 17 de abril de 2011


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IMAGINAÇÃO
PROSA, POESIA E TRADUÇÃO

O gato de M.

DIONISIO NETO

Todas as histórias de amor mais emocionantes escritas pelos melhores autores de todos os tempos não me ajudavam a reconquistar M.
M. estava fechada, curada de mim, do nosso passado, dos momentos terríveis que construíram e destruíram as memórias, as cicatrizes e nos deixaram um gato. De todos os anos com M., o que ficou, fora o pensamento, foi o gato.
Nesses dias escuros, quando as dívidas com o mundo foram pagas, quando tudo o que me resta são as lembranças de M., os gestos de M., a voz de M. em eco no meu cérebro, o perfume de M. em minhas roupas, nos meus poros, neste tempo vazio, infinito, o gato olha para mim, com fome, penetrando minha retina, pronto para o bote se eu não o alimentar.
O gato foi presente de M.
- Toda vez que você olhar este gato, eu estarei com você.
M. disse isso para mim, mas não é verdade. Olho para o gato, e M. não está aqui.
Lembranças não alimentariam o gato. O gato precisa de comida de verdade. Eu tenho fome também. Fome maior do que a do gato, suponho.
Não como há dias, não saio daqui, peço tudo pelo computador, nem vejo mais a cara das pessoas, peço para o porteiro deixar a comida do lado de fora, a minha e a do gato.
Estamos magros, suponho. Minhas calças caem, daqui eu vejo os ossos do gato, ele mia, mas não é um miado feliz, é um miado de dor, profundo, um miado de morte. Se a morte tivesse uma voz, essa voz seria assim como a do gato.
Perdi a noção do tempo. Não entra sol aqui. Para mim, é sempre noite. Uma longa e tenebrosa noite, em companhia do fantasma de M. e do gato.
O gato caminha a passos lentos, fracos. Eu esqueci de alimentar o gato. Acho que esqueci de me alimentar também. A porta está trancada, eu não sei onde deixei a chave e também não tenho forças para procurar. A única força que tenho me remete a M.
M. de guarda-chuva vermelho gargalhando aos trovões, M. no mar de Ipanema, qual sereia em dia de festa, M. nos jornais, M. na televisão, M. cozinhando meu prato preferido, M. gemendo aos orgasmos múltiplos, M. rezando, M. frágil como toda mulher, mas não tão frágil como eu, não tão frágil quanto eu e o gato.
Sinto um cheiro podre de comida no ar, vindo da porta -mesmo trancada, eu sinto. Eu e o gato. Sentimos, ainda sentimos, mesmo sem M. para nos alimentar com comida farta, com comida fresca. Sem M., a comida morre também.
São dias e dias. Já disse: perdi a noção do tempo.
Eu não como. Eu não bebo. Eu não ando.
Eu me transformei no gato.
Acho.
O gato sou eu?
Eu falo, eu grito, eu destruo agora todas as lembranças de M., que corroem meu tempo, que tiram meus pés desse mundo e me levam para um mundo funesto. Eu corro nu pela casa, eu me jogo na parede, eu quebro minha mão, eu corto meus dedos, eu pinto as paredes da casa com meu sangue, eu não durmo, eu não respiro, eu fecho os olhos, eu não consigo mais gritar.
Sem M., eu simplesmente não sou.
Sem M., não existimos, nem eu, nem o gato.
O cheiro da comida podre arranca minha bílis da boca e suja o chão do apartamento do que eu não comi.
Eu não tenho mais tempo de vida.
Nem eu, nem o gato.
Mas o gato de M. é mais importante do que eu, suponho. Eu tenho sete vidas, ele, não. De hoje ele não passa se não sair por aquela porta. Se não se alimentar com a comida podre de semanas, ele vai antes de mim.
Encontro a chave da porta em meio às roupas sujas. Abro a porta. Eu consigo abrir, eu ainda consigo abrir as portas fechadas. Por mais moribundo que eu esteja, eu não deixaria o gato de M. morrer. Jamais.
Eu vou deixar a porta aberta. A mesma porta por que M. tantas vezes entrou com seus vestidos floridos, com seus cabelos esvoaçantes, com seu andar de diva. Eu vou deixar a porta aberta. Quem sabe o gato saia à caça de alimento e não morra. Quem sabe um dia, se eu ainda estiver vivo, M. entre de novo por esta porta e, como tantas e tantas vezes fez, dê uma dúzia de passos em minha direção, beije meus olhos e me acorde de volta para a vida, a única vida que eu aprendi a viver, nos braços de M., nos braços reais, macios e carinhosos de M.

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 19h35
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28/02/2011


site dramaturgia contemporânea

a entrevista completa pode ser conferida aqui

 

http://www.dramaturgiacontemporanea.com.br/artigos.php?autor_id=61&art=2&texto=106

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 22h22
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entrevista parte 1

O moto-contínuo de Dionísio Neto

Cinema, teatro e televisão. Ás vésperas de completar 40 anos, proprietário do bar-teatro O Inflamável e diretor artístico da Companhia Satélite há 15 anos, o ator, diretor e dramaturgo Dionísio Moraes da Silva Neto, o Dionísio Neto, está pronto para estrear. Querido no teatro paulista onde conquistou a simpatia dos críticos teatrais na década de 90, o maranhense está em dupla jornada de trabalho: como ator na próxima novela da Rede Globo, “Morde e Assopra”, e como autor e diretor da peça “Olerê, Olará”, samba-cabaré inspirado em Teatro de Revista e chanchadas brasileiras com neo-vedetes que cantam e dançam o amor, preguiça, glamour, regados a clássicos do cancioneiro popular brasileiro e que estreia no dia 12 de março, ás 21h, no Centro Cultural São Paulo.
 
Autor da trilogia Opus Profundum (1996), Perpétua e Desembestai!, as duas de 1997, que arrancaram elogios da crítica, sua trajetória teatral também incluí a música, ou melhor, o musical. Tanto como ator ou como autor e diretor de teatro. Que o digam as peças-show : “Opus Profundum” e “Corações partidos e contemplação de horizontes”,  que escreveu em 2000, ou como ator, na versão do diretor Gerald Thomas do filme dos Beatles “A Hard Day's Night”, “Os Reis do Iê-Iê-Iê”, de 1997. No início do século 21, mais duas peças suas foram encenadas em parceria com atrizes, cantoras e performers : “Antiga, A Milagrosa História da Imagem Que Perdeu Seu Herói” e “O Dia Mais Feliz da Sua Vida”. No cinema, sua atuação é mais discreta, participou como coadjuvante nos filmes “Carandiru”, “Contra Todos” e “Garotas do ABC”.  
 
No meio a tantas tarefas e ofícios, sempre em movimento, Dionísio Neto deu um tempinho para responder as perguntas via e-mail do site Dramaturgia Contemporânea sobre o novo trabalho, o musical “Olerê, Olará”. É ler e saber mais do dramaturgo, do ator, do diretor, dessa máquina sempre em movimento que é Dionísio Neto!
 
Por Thereza Dantas
Fotos divulgação

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 22h22
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entrevista parte 2


 
site Dramaturgia Contemporânea – Você está montando o musical “Olerê, Olará”. Poderia contar o motivo da escolha desse gênero?
Dionísio Neto: Em 1998 eu iniciei as peças-show, com "Opus Profundum" (vencedor de melhor espetáculo da Mostra Sesc e prêmio de contribuição artística do Blueprint Series Festival no lendário St. Mark´s Church em NYC - o templo ca contracultura americana onde se apresentaram entre outros Allen Ginsberg e Patti Smith). Em seguida fiz a peça-jazz "Corações partidos e contemplação de horizontes" e dando sequência à série o sambacabaré "Olerê! Olará" - fruto de um trabalho de pesquisa vencedor do fomento ao teatro da SMC, onde pesquisamos as chanchadas brasileiras e o teatro de revista. Trata-se de uma recriação do gênero de espetáculos de cabaré com utilização de transamba - expressão cunhada por Caetano Veloso, numa abordagem contemporânea. Escolhi inventar esse gênero por causa das misturas que grandes paixões na minha vida estavam querendo dialogar - o cabaré, o teatro musical, as chanchadas, os shows, a opereta, a comedia dell´arte, enfim, como uma boa e brasileira feijoada!
 
DC - Dá para contar um pouco sobre o texto?
Dionísio Neto: Como nas outras peças, são monólogos de prosa poética que falam de temas diversos e universais também caros ao samba como a alegria, a tristeza, o amor, o ódio, a vida e a morte. Uma apresentadora alinhava todos eles, como num programa de auditório, que nasceu do teatro de revista que por sua vez nasceu da comédia dell´arte, e por aí vai até os gregos... Trata-se do meu texto mais popular.
 
DC - Quais músicas fazem parte do musical e como foi feita a seleção?
Dionísio Neto: A seleção foi feita à partir do nosso imaginário, das nossas lembranças de músicas que tocam nossas almas e nossos corações, e que dialogam com os monólogos que escrevi... 
tema manamanam do muppetshows
Dinheiro é bom - cancioneiro popular
Eu tô voltando - Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós
As rosas não falam - Cartola
Mal Necessário - Mauro Kwitko
Samba e amor - Chico Buarque
Todo amor que houver nessa vida - Cazuza
Lapinha - Baden Powell  e Paulo César Pinheiro
Brasil Pandeiro - Assis Valente
 
DC – Você acredita que existe uma dramaturgia que fala do nosso tempo?
Dionísio Neto: Acredito que nosso tempo é diverso e existem centenas de dramaturgias que o espelham e dialogam com ele. Os tempos dos monopólios e dos guetos chegaram ao fim.
 
DC - Ator, dramaturgo e diretor... qual desses personagens te atrai mais?
Dionísio Neto: O período histórico que mais me apaixona é o Renascimento, onde queria-se juntar arte, ciência e religião, onde gênios como Leonardo Da Vinci surgiram, utilizando as infinitas possibilidades do nosso cérebro e da nossa espiritualidade fundindo-as na arte. O carnaval, a ópera, são gêneros teatrais onde tudo isso se agrega e isso me fascina até hoje. Eu também sou empresário, tenho um teatro chamado O Inflamável que é sede da minha Companhia Satélite, faço a nova novela das 7hs da Rede Globo (Morde e Assopra), desenvolvo minha parceria com Walcyr Carrasco em Desamor - um monólogo que ele escreveu para mim - e atuo em projetos de cinema. Sou atraído por todos os tipos de expressão. Também já tive uma banda de rock. Contudo o que me move é a paixão por atuação. Tudo gira em torno do ator que sou.
 
DC - Teatro vale a pena?
Dionísio Neto: Teatro é o grande exercício do ator. É onde atingimos o poder e a emoção máxima da nossa carreira. Atualmente ele está na UTI, mas o teatro sempre foi assim, sempre teve essa vocação de ser Phoenix. Atualmente estamos renascendo de uma longa temporada no inferno. E claro, ele forma nosso caráter, nos dá prestígio e possibilita o contato ao vivo com o público. Essa é a maior recompensa.

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 22h21
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entrevista parte 3


 

Serviço:
OLERÊ! OLARÁ!
Estreia dia 12 de março na Sala Ademar Guerra, Centro Cultural São Paulo – R. Vergueiro 1000
Dias 15, 22 e 29 de março – ás 21 hs
Entrada gratís (retirar ingressos com duas horas de antecedência)
Escrito e dirigido por Dionísio Neto
com Jeyne Stakflett - Raquel Marinho - Vanessa Goulart - Ondina Clais Castilho - Érica Ribeiro - Tiago Martelli
Apresentação: Milanta Plus
Cantora: Conceição Rodrigues
Trio Cha Cha Cha: Edu Berigo – Teclados e Roberto Lerner - percussão
Assistência de direção: Natália Fressato
Assistencia de produção: Estefani Fontes
Operação de som e luz: André Teles Alves
Foto: Marcio Del Nero
Figurino: Fabio Namatame
Produção: Companhia Satélite e O Inflamável
 
 
 
Blog:http://dionisioneto.blog.uol.com.br/ 

Espaço Bar-teatro O Inflamável - Rua Maria Borba, 87 - Consolação, SP – fone:             11 2533-8543       

Peças de teatro:  “Opus Profundum”, “Desembestai!”, “Antiga”, “Camaleões dourados do Paraíso”, “Desconhecidos”, “Aperegrina, a libélula e a deusa na terra da rainha cega”, “CH 816048”, “O dia mais feliz da sua vida”, “Corações partidos e contemplação de horizontes”, “Os dois lados da Rua Augusta”. 
 

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 22h21
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03/02/2011


leituras dramáticas na FOLHA - PRÓXIMA QUINTA DIA 10 DE FEVEREIRO

informações
A COMPANHIA SATÉLITE apresenta leitura dramática da Segunda parte da TRILOGIA DO AMOR de Walcyr Carrasco com a presença do autor.

DESAMOR

sinopse - Em um boteco sujo, taxista-michê conta sua aventuras com seus passageiros-clientes e fica intrigado com uma atitude de um deles. É servido por uma garçonete baranga.

direção Lucia Segall

com Dionisio Neto
participação epecial - Jeyne Stakflett

figurinos e trilha sonora - Dionisio Neto
assistência de direção Milanta Plus

duração 40 minutos
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JONAS E A BALEIA

sinopse - Jonas é um garoto moderno que mora na rua augusta e tem como amante o pai de sua ex-namorada - o executivo Amadeo. Em uma tarde em seu pequeno apartamento, ele vive uma intensa história de paixão, sexo e vingança.

direção, luz, trilha sonora e cenografia - Dionisio Neto

com Tiago Martelli e Daniel Faleiros
participação especial Natália Fressato

assistência de direção Milanta Plus

duração 40 m
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quinta feira
dia 10
20hs
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onde: FOLHA DE S. PAULO - auditório
Al. Barão de Limeira 425 - Cerqueira César

grátis

inscrições pelo email: eventofolha@grupofolha.com.br

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 01h47
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26/01/2011


JONAS E A BALEIA DE WALCYR CARRASCO - ENSAIO ABERTO

A COMPANHIA SATÉLITE apresenta ensaio aberto da Segunda parte da TRILOGIA DO AMOR (SEIOS, DESAMOR)

sinopse - Jonas é um garoto moderno que mora na rua augusta e tem como amante o pai de sua ex-namorada - o executivo Amadeo. Em uma tarde em seu pequeno apartamento, ele vive uma intensa história de paixão, sexo e vingança.

direção, luz, trilha sonora e cenografia - DIONISIO NETO

com Tiago Marteli e Daniel Faleiros

assistência de direção Milanta Plus

grátis

quarta feira
dia 2
16hs
duração 40 minutos

em seguida serão lidos trechos de DESAMOR com Dionisio Neto

 

o inflampavel

rua maria borba 87 consolação

f 11 25338543

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 12h58
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16/01/2011


colegas de trabalho na novela

Créditos de 'Morde e Assopra'

Uma novela de
WALCYR CARRASCO
Estreia prevista
21 MARÇO 2011
Estrelando
ADRIANA ESTEVES – Júlia
MATEUS SOLANO – Ícaro
MARCOS PASQUIM – Abner de Medeiros
FLÁVIA ALESSANDRA – Naomi
Com
ELIZABETH SAVALLA – Minerva
VANESSA GIÁCOMO – Celeste
CAIO BLAT – Leandro
RODRIGO HILBERT – Fernando
BÁRBARA PAZ – Virgínia
CÁSSIA KISS MAGRO – Dulce
PAULO VILHENA – Cristiano
WALDEREZ DE BARROS – Hortência de Medeiros
ANA ROSA – Dinorah
SÉRGIO MARONE – Marcos
NÍVEA STELMANN – Lavínia
CISSA GUIMARÃES – Augusta
MAX FERCONDINI – William
CAROL CASTRO – Priscila
SUZY RÊGO – Duda Aguiar
OTAVIANO COSTA – Élcio
MARINA RUY BARBOSA – Inês
LUANA TANAKA – Keiko
DIONÍSIO NETO – Moisés
CRISTINA MUTARELLI – Pink
MICHEL BERCOVITCH – John Lewis
KLARA CASTANHO – Tonica de Medeiros
KLEBBER TOLEDO – Guilherme
CAMILA CHIBA – Hoshi
CHAO CHEN – Akira
NARJARA TURETTA – Lilian
JOAQUIM LOPES – Josué
BÁRBARA SILVESTRE – Alice
KEN KANEKO – Tieko
PAULO JOSÉ – Plínio
ANDERSON DI RIZZI – Xavier
JUREMA REIS – Maria João
GUILHERME GONZALEZ – Efraim
Por ordem alfabética:
ALEX REIS
ALINE PEIXOTO
ANDRÉ BANKOFF
ANDRÉ GONÇALVES
ARY FONTOURA
ARY FRANÇA
CARINA PORTO
COSME DOS SANTOS
DANIEL UEMURA
DHU MORAES
EIJI OKUDA
ERIK MARMO
EROM CORDEIRO
FLÁVIA GARAFFA
FÚLVIO STEFANINI
GUILHERME NASRAUI
JANDIRA MARTINI
KARLA KARENINA
LUÍS MELLO
MÁRCIO TADEU
MARCOS MIURA
MARCOS TAKEDA
MIRIAM LINS
NEUSA MARIA FARO
PAULO GOULART
PRAZERES BARBOSA
SAMARA FELIPPO
TARCÍSIO FILHO
Participação especial
DRICA MORAES
CLÁUDIA RODRIGUES
Escrita por
WALCYR CARRASCO
CLÁUDIA SOUTO
Colaboração
ANDRÉ RYOKI
Direção
FÁBIO STRAZZER
ROBERTA RICHARD
PEDRO VASCONCELLOS
ROGÉRIO GOMES
Direção geral
PEDRO VASCONCELLOS
Núcleo
ROGÉRIO GOMES

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 22h00
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13/01/2011


hoje estarei ao vivo no programa TODO SEU - jantando com Ronnie Von...

Escrito por DOM DIONISIO NETO às 13h01
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